O grande nó da transformação

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Remédios diferentes

Partindo de variações sobre o mesmo conceito, é natural que os reestruturadores indiquem remédios diferentes a seus pacientes. Pedro Guizzo, sócio da consultoria Ivix, viveu uma situação desse tipo, quando conduziu a reestruturação na Levorin, empresa que produz pneus para motos e bicicletas, com fábricas em Guarulhos (SP) e Manaus (AM). "Quando entramos na companhia, em outubro de 2015, havia grande apreensão sobre o que fazer", afirma o consultor, acrescentando que a orientação era de uma recuperação judicial. "Mas nosso diagnóstico mostrou que, pelo perfil do endividamento e pela origem da crise operacional, essa não era a melhor alternativa."

Após uma série de mudanças, como um melhor planejamento de compras, produção e vendas, levando à redução de estoques, a Levorin foi vendida para a Michelin, em 2016. "Essa transação deu à empresa uma perspectiva melhor, com possibilidades de investimentos, aumento do poder de barganha com fornecedores e maior segurança com um reequilíbrio da estrutura de capital", diz Guizzo, que dá aulas sobre reestruturação na Fundação Getúlio Vargas (FGV), em São Paulo.

Note-se, no entanto, que o caso da Levorin levanta uma indagação adicional: se a companhia teve de ser vendida para sobreviver, esse é um exemplo de sucesso de reestruturação? "A resposta é sim", afirma Guizzo. "Nesse caso, foi feito o que era possível e nosso objetivo foi atingido." Ocorre que, nem sempre, as partes envolvidas na reestruturação concordam com o "objetivo" da missão.

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Entrevista do sócio Pedro Guizzo para o jornalista Carlos Rydlewski da Valor Econômico, materia completa em:

https://www.valor.com.br/cultura/5532747/o-grande-no-da-transformacao

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